Governo federal pretende mudar grade curricular e formar “técnicos em medicina”


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O governo federal prepara mais um ataque à medicina brasileira. A ideia agora é reduzir a grade curricular, diminuindo o tempo de duração do curso e passando a formar, no lugar de médicos, “técnicos em medicina”. Propõe, ainda, diminuir a duração dos programas de residência médica para formar especialistas mais rapidamente. O modelo é semelhante ao de Cuba, que “forma” os intercambistas que foram importados no ano passado para atuar no Brasil, atendendo às populações pobres.

Esse assunto foi tema de debate na semana passada durante encontro da Comissão Nacional de Residência Médica. O que se conclui da ideia do governo é que não importa a qualidade dos profissionais a serem formados, mas a quantidade de “técnicos” a serem jogados no mercado de trabalho, mesmo que eles não estejam preparados para cuidar da saúde da população.

INTENSIFICAR A LUTA – A uma semana do segundo turno da eleição presidencial, e com as projeções indicando empate técnico entre os dois candidatos, a sugestão do SINMED é de que os médicos continuem lutando para por um ponto final no mandato da atual presidente, que tanto tem agredido os médicos e a medicina e que não merece ser reeleita. Além disso, o estabelecimento de uma ditadura populista não interessa aos brasileiros e tem causado medo.

Por isso, os médicos, que vêm se destacando tanto na luta contra a reeleição, por todos os males causados à saúde e à medicina no Brasil, devem intensificar suas ações na busca por dignidade e respeito para a profissão e para a população que precisa de médicos, e não de “técnicos em medicina”.

É importante o trabalho de esclarecimento da população carente pelos médicos do PSF, que podem mostrar o real abandono da saúde, explicar porque não podem pedir exames, encaminhar para cirurgias e o motivo da falta de medicamentos. A população precisa ser esclarecida, para votar de forma consciente. Isso vale para médicos de todos os lugares, desde os centros urbanos até os sítios em áreas remotas.

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