Vírus Ebola : Origem,medidas preventivas,sinais e sintomas,diagnóstico,tratamento,fotos e situação atual

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EBOLA
Informe técnico e orientações para as ações de vigilância e serviços de saúde de referência



FEBRE HEMORRÁGICA DO EBOLA

O vírus Ebola foi identificado pela primeira vez em 1976, no Zaire (atual República Democrática do Congo), e, desde então, tem produzido vários surtos no continente africano. Esse vírus foi transmitido para seres humanos que tiveram contato com sangue, órgãos ou fluidos corporais de animais infectados, como chimpanzés, gorilas, morcegos-gigantes, antílopes e porcos-espinhos.



Existem cinco espécies de vírus Ebola (Zaire ebolavirus, Sudão ebolavirus, Bundibugyoebolavirus, Restonebolavirus e Tai Forest ebolavirus), sendo o Zaire ebola virus o que apresenta a maior letalidade, geralmente acima de 60% dos casos diagnosticados.

CASOS DE DOENÇA POR VÍRUS EBOLA - CONFIRMADOS, PROVÁVEIS E SUSPEITOS



*Dados
acumulados desde dezembro de 2013

PAÍSES AFETADOS PELO VÍRUS EBOLA



PERÍODO DE INCUBAÇÃO

1 a 21 dias

TRANSMISSÃO

A transmissão só se inicia após o aparecimento dos sintomas e se dá por meio do contato direto com sangue, tecidos ou fluidos corporais de indivíduos e/ou animais infectados ou do contato com superfícies e objetos contaminados.

DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL

Malária, Febre Tifóide, Shigelose, Cólera, Leptospirose, Peste, Ricketsiose, Febre Recorrente, Meningite, Hepatite e outras febres hemorrágicas.

Lembramos que uma pessoa originária dos países africanos, e que apresente febre, pode ter na malária a primeira suspeita, considerando que naquele continente esta doença é endêmica.

DEFINIÇÃO DE CASO SUSPEITO

Considerando a atual situação epidemiológica, será considerado caso suspeito de infecção por Ebola:

[1] A lista de países será atualizada de acordo com a informação oficial da Organização Mundial da Saude (OMS).



CASO CONFIRMADO

Caso suspeito com resultado laboratorial conclusivo para Ebola a ser realizado em Laboratórios de Referência.

Obs: Os laboratórios públicos (federal, estadual ou municipal – incluindo os das universidades públicas) ou privados não devem tentar realizar as técnicas de isolamento viral, já que as mesmas somente podem ser realizadas em laboratórios dotados de ambiente NB4.



MEDIDAS A SEREM ADOTADAS DIANTE DE UM CASO SUSPEITO

Isolamento do caso suspeito em quarto privativo;

Os profissionais de saúde encarregados do atendimento ao paciente devem utilizar as seguintes medidas de biossegurança: uso de máscaras N-95, proteção facial, jalecos de manga comprida, luvas e aventais resistentes a fluidos ou impermeáveis;

Limpeza adequada de superfícies e objetos no quarto do paciente; Quando possível, utilizar material exclusivo para o paciente; Evitar contato com o sangue e fluidos corporais dos pacientes;

Acompanhamento de contactantes;
Coletar amostras para o diagnóstico etiológico para Laboratório de Referência;



Seguir, rigorosamente, as medidas de prevenção e controle de IRAS (Infecção Relacionada à Assistência a Saúde) já estabelecidas pela ANVISA.

Não há recomendação para submeter os indivíduos contactantes a regime de quarentena, em qualquer situação, exceto aqueles que se encaixam na condição de caso suspeito.

COLETA DE AMOSTRA LABORATORIAL

A coleta e processamento da amostra devem ser realizados de modo asséptico, com o técnico responsável pela colheita protegido com Equipamentos de Proteção Individual (EPI) específicos para precaução de contato: óculos, máscara (ou protetor facial), jalecos descartáveis com manga comprida e luvas.



Os materiais usados para a coleta e transporte, incluindo os EPIs usados pelo operador, tubos e agulhas para coleta, devem ser autoclavados antes de serem descartados para incineração (descartáveis) ou esterilizados (não descartáveis).

TIPO DE AMOSTRA

Sangue para obtenção do soro – (5ml a 10 ml obtidos em coleta por sistema a vácuo). Não é necessário, na fase aguda, separar o soro do sangue, procedimento que pode aumentar significativamente o risco de infecção acidental. É obrigatório o uso de sistema de coleta de sangue a vácuo com tubos plásticos secos estéreis selados.

Fragmento de vísceras - nos casos de óbitos em que não se tenha obtido o sangue, fragmentos de vísceras deverão ser colhidos, adotando-se os mesmos cuidados de proteção ao profissional de saúde. A necropsia só deve ser realizada em locais com condições adequadas de biossegurança. Recomenda-se colher um fragmento de fígado de 1 cm3. Onde não existem condições adequadas para a necropsia, deve-se utilizar a colheita por agulha.

TRANSPORTE DE MATERIAL

O material (sangue ou tecidos) deve ser transportado em gelo seco em caixas triplas destinadas a substâncias infecciosas Categoria A UN/2814 ao laboratório de referência.
O Transporte será realizado pela Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde da Unidade de Saúde para o Laboratório de Referência.

TRATAMENTO
Não existe tratamento específico para a doença, sendo limitado às medidas de suporte com condições de terapia intensiva.

Fonte:MS Brasil




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