Cubanos em Angola: de invasores comunistas a empresários capitalistas

A geração de invasores cubanos que desembarcou em Angola para lutar contra o capitalismo foi substituída por uma comunidade que hoje encontra-se no segundo maior produtor de petróleo da África subsaariana com motivações menos utópicas: melhorar a sua situação financeira.
Arquivo (2009) Raul Castro (e), conversa com o primeiro-ministro de Angola, Paulo Kassoma (d), em Luanda, Angola.
Arquivo (2009) Raul Castro (e), conversa com o primeiro-ministro de Angola, Paulo Kassoma (d), em Luanda, Angola.


Enquanto as potências ocidentais doam créditos através de agências que tendem a favorecer a internacionalização das suas próprias empresas ou canalizam doações através de ONGs, China constrói estradas e ferrovias em troca de matérias-primas.

O regime militar em Cuba, por sua vez, abriu uma terceira via no negócio em Angola, exclusiva da ilha do Caribe: exportação de médicos e professores.


Em Angola vivem hoje 4.000 cubanos que chegaram com motivações muito diferentes as que levaram suas tropas para o país Africano, em meados dos anos setenta do século passado. Cerca de 450.000 cubanos, 5% da população da ilha, passariam por Angola para participar de um dos conflitos mais quentes da Guerra Fria, de 1975 a 1991.


As Tropas cubanas lutaram ao lado do Movimento Popular Socialista para Libertação de Angola (MPLA) - O partido no poder em Angola desde a independência de Portugal - a serviço dos soviéticos contra a guerrilha anti-comunista da UNITA, que se opôs ao estabelecimento do socialismo em Angola.


Em 1991, com a União Soviética se desintegrando, tropas cubanas deixaram Angola, que passaria a ter economia de livre mercado, mas com um férreo controle político pelo partido governante, enquanto que Cuba se agarrava ao seu sistema socialista e começaria a vivenciar o seu período difícil dos anos "90. '.

Em Cuba, o povo lamentou os esforços desordenados em recursos e homens, com 4.000 baixas e milhares de mutilados- mas, após o fim da guerra civil em Angola,no ano de 2002, as relações entre os dois países novamente voltaram a melhorar.

Se os invasores do passado foram para lutar em Angola para emular Che e impor uma ditadura comunista, os cubanos que hoje emigram para o país Africano aspiram fugir do comunismo que um dia quiseram impor ao país Africano e melhorar assim a sua situação econômica, aumentando ainda mais  a entrada de moeda estrangeira nos cofres do Estado.

De acordo com o Governo de Angola, 1.800 cubanos trabalham no setor da saúde e muitos outros no sistema de ensino,sendo 900 deles em universidades.

Editado e traduzido pelo Blog Alagoas Real.
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