Maduro : terrorismo judicial ao estilo nazista - Marta Colomina

Maduro: terrorismo judicial ao estilo nazista - Marta Colomina

MARTA COLOMINA

"Os Protestos destaparam a cara ditatorial do governo" foi o destaque na primeira página do El Nacional em 1 de Março deste ano,fazendo referência a cerca de 18 mortes, 1.044 prisões e 888 medidas cautelares durante os 17 dias, com manifestações pacíficas de estudantes em todo o país. Em fevereiro, o mesmo jornal intitulava "Prisão de López agrava imagem negativa do governo", afirmação referendada pela onda repressiva que dizia "Repressão de Maduro é 485% maior que Chávez" revisando a aliança criminosa entre paramilitares ("forças coletivas ") e a segurança do estado durante protestos estudantis. 

O Fórum Penal atestava 18 casos de tortura: "Jogaram neles gasolina e disseram que íam queimá-los" e "assédio e abusos sexuais por parte de militares e policiais contra jovens detidos". De acordo com o Observatório de Conflitos Sociais e IPYS, "os coletivos, atuando com a aprovação do governo, e a tolerância do poder público e coordenados com os poderes da força do Estado, atacaram 416 protestos (...) Os seus paramilitares também bateram e roubaram dos jornalistas câmeras e gravadores. "Até agosto, 2.072 pessoas estavam sob o regime de apresentação e em outubro sindicatos e ONGs apresentaram 110 casos de tortura, tratamento cruel e censura, a CIDH da OEA. No final de novembro, 78 foram presos em decorrência dos protestos em fevereiro, e ainda não processaram,pelo menos um dos seus torturadores . Parentes de Raul E Baduel e Alexander Tirado, na prisão de Uribana , denunciaram que os jovens estão sendo torturados e brutalmente espancados.



A procuradora repete que "as alegações de alta impunidade buscam desestabilizar", mas a verdade é que a impunidade tornou-se uma política de Estado e o TSJ,especialmente a sua Sala Constitucional, é o braço executor das políticas oficiais do governo e do terrorismo judicial contra a dissidência. "A justiça penal venezuelana é vista como a pior do mundo", segundo o World Justice Proyect, que a classifica em 97, de 97 países pesquisados. O caso da juíza Afiuni, perseguida e estuprada na prisão, tem chocado juristas e ONGs globais. O regime de Maduro reconheceu diante o Comitê contra a Tortura da ONU que "96,9% das violações de direitos humanos não foram levados a juízo. Entre 2011 e 2014, a promotoria recebeu 31.096 denúncias, mas apenas 3,10% delas acabaram em acusações (Em 29/11/2014).


No impactante livro ,O TSJ servindo a revolução, são analisadas 45,474 falhas desde 2004 a 2013, e os autores mostram que nestes nove anos, o TSJ (Supremo Tribunal ) não emitiu uma única sentença contra o governo (Em 01/12/2014) assim como faziam os "juristas do horror" descrito por Ingo Muller, documento chocante sobre o terrorismo judicial na Alemanha nazista. 


A juíza encarregada do caso contra Leopoldo López segue o brutal estilo "judicial" descrito por Muller, ao ordenar e julgar sem provas além de colocar oficiais seguidores do regime para testemunhar contra Lopez com acusações de crimes monstruosos nunca cometidos por ele (terrorismo, ferimentos graves,homicídio intencional qualificado, incêndio em edifício público etc.).


Por este motivo, a ONU, a OEA, e numerosos ex-presidentes e líderes políticos mundiais têm apelado repetidamente à sua libertação, conscientes de sua inocência e que o regime persegue opositores com abuso do poder legal que controla, como fez com Maria Corina Machado (MCM), despojada de seu lugar de deputada e constantemente assediada, e com Scarano e Ceballos, prefeitos, que foram destituídos, presos, torturados e até mesmo estão impedidos de ver suas famílias. Em junho MCM esteve prestando declaração na promotoria durante 17 horas sobre o delirante plano de "assassinato" . Acusações similares receberam os dissidentes H. Salas Romer, Diego Arria, Gustavo Tarre, Pedro Burelli e Robert Alonso, acusados de ter e-mails sobre o "plano de assassinato".


O Google negou a autenticidade de tais e-mails e certificou que nunca tinham sido transmitidos através de sua rede. A história se repete com MCM (a quem o regime teme como um vampiro a um crucifixo) : agora foi acusada de "conspiração". A rejeição foi rápida: A HRW considera que "o governo venezuelano já ultrapassou todos os limites no caso da MCM"; Os EUA e o Parlamento Canadense rejeitaram a intimidação e o uso do poder do governo de Maduro para punir adversários e a União de Partidos da América Latina diz que a denúncia contra MCM procura esconder a crise e intimidar os líderes da oposição.


. Dada a pressa que o governo está dando para escolher (a dedo oficialista e fraudulento) novos juízes do (TSJ), reitores (CNE), e  extra-oficialmente circulam os nomes de Luisa Ortega (novamente como procuradora), Pedro Carreño (Controladoria!) e Tarek William Saab (defensor), e que Maduro continue "rolando ladeira abaixo", o regime estaria planejando prender Maria Corina e liberar Leopoldo, convencido de que os parlamentares da oposição ficariam divididos. Dividir para reinar, é a ordem que vem de Cuba. Maduro não vai buscá-la. Esta história Continuará.





Editado e traduzido pelo Blog Alagoas Real.
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Maduro: terrorismo judicial a lo nazi
7 DE DICIEMBRE 2014 - 00:01

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