3/24/2017

Febre Amarela : Agente,transmissor,sinais,sintomas,exames,diagnóstico,sorologia e cuidados de enfermagem

Brasil : Febre Amarela
O que é febre amarela?


A febre amarela é uma doença infecciosa aguda, hemorrágica, transmitida pela picada de mosquitos infectados por arbovírus do gênero Flavivirus, da mesma família (Flaviviridae) dos que causam a dengue e a zika. A transmissão de pessoa para pessoa não existe. A doença tem curta duração (no máximo 10 dias), e apresenta graus diferentes de intensidade. Nas formas graves, é letal em cerca de 50% dos casos. O nome se deve ao tom amarelado causado pela icterícia (que ocorre na pele e nos olhos) em alguns pacientes.



Há dois tipos de febre amarela: a silvestre e a urbana. O que muda é o mosquito transmissor, que também é o reservatório do vírus. Na silvestre, é principalmente o Haemagogus janthinomys e, em menor escala, os do gênero Sabethes. Na forma urbana, o Aedes aegypti.


Febre amarela e macacos


Em meio à onda crescente de casos no país, há boatos de que os macacos transmitem a febre amarela aos humanos. No entanto, a doença é transmitida apenas pela picada dos mosquitos, tanto nas pessoas como nos macacos. Ou seja, eles são vítimas da enfermidade tanto quanto nós.


A febre amarela é uma doença que se mantém no ambiente, em um ciclo silvestre, e nesse processo o macaco é importante, pois serve como indicador da presença do vírus em determinada região. Por isso, a Gerência de Fauna do Inea pede à população que, caso encontre um macaco morto ou doente, comunique imediatamente às secretarias municipais de Saúde ou à Secretaria de Estado de Saúde.


Os macacos não transmitem a febre amarela. Como nós, humanos, eles apenas também são vítimas da doença. 


Sintomas


A doença se manifesta de três a seis dias depois da picada pela fêmea do mosquito. Os sintomas surgem de forma abrupta, ou seja, a pessoa quase sempre começa a se sentir muito mal repentinamente.



Os sinais e sintomas mais comuns da doença são: febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos, que duram, em média, três dias. Nas formas mais graves da doença, podem ocorrer icterícia (olhos e pele amarelados), insuficiências hepática e renal, hemorragias (de gengivas, nariz, estômago, intestino e urina) e cansaço intenso.


Tratamento


Não existe nada específico. O tratamento é apenas sintomático e requer cuidados na assistência ao paciente que, sob hospitalização, deve permanecer em repouso com reposição de líquidos e das perdas sanguíneas, quando indicado. Nas formas graves, o paciente deve ser atendido numa Unidade de Terapia Intensiva. Se o paciente não receber assistência médica, ele pode morrer.


A única forma de evitar a febre amarela silvestre é a vacinação contra a doença. A vacinação é o modo mais eficiente de evitar a disseminação de surtos. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 99% das pessoas vacinadas ficam imunizadas.


Vacina


A vacina é feita com um vírus atenuado e existe desde 1937, tendo sido aperfeiçoada depois. Algumas pessoas podem apresentar reações brandas, como febre. E, em casos raros, pode ocorrer uma doença semelhante à própria febre amarela. Mortes são consideradas extremamente raras.


A vacina garante a imunidade por dez anos, quando é preciso tomar uma nova dose. Após a segunda dose, não há mais necessidade de tomar uma nova vacina.


A vacinação é indicada para todas as pessoas que vivem em áreas de risco para a doença e onde há casos da doença em humanos ou circulação do vírus entre animais (macacos). A vacina é gratuita e está disponível nos postos de saúde. O site G1 fez um levantamento dos postos da cidade do Rio.



Contraindicações


A vacina não é recomendada para gestantes, mulheres que estejam amamentando, alérgicos a ovo e derivados, pessoas com o sistema imunológico debilitado (doenças como lúpus, câncer e HIV; doenças neurológicas de natureza desmielinizante, como Síndrome de Guillan Barré, ELA, entre outras; pacientes transplantados de medula óssea; pacientes com histórico de doença do Timo). A vacina também é contraindicada para crianças com menos de seis meses de vida e indivíduos com lúpus eritematoso sistêmico e outras doenças autoimunes. Converse com seu médico para saber se você deve ou não tomar a vacina.


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