4/18/2017

Reações graves à vacina da febre amarela são raríssimas

Sociedade Brasileira de Infectologia-SBI : Febre Amarela - Informativo à População 

A febre amarela é uma doença causada por um vírus, sendo transmitida por mosquitos. A doença pode ocorrer nas regiões de matas e nos ambientes silvestres, por esta razão chamada febre amarela silvestre. Quando a doença ocorre nas cidades é chamada de febre amarela urbana. 

A febre amarela silvestre é transmitida por mosquitos chamados de Haemagogus e Sabethes. A febre amarela urbana é transmitida pelo Aedes aegypti. Os últimos casos de febre amarela urbana no Brasil ocorreram em 1942, no Acre. Apesar das duas formas da doença, não há diferença de sinais e sintomas. Não há relatos de transmissão de febre amarela direta entre pessoas.

O vírus ocorre em locais de clima tropical, sendo mais comum na América do Sul e na África. A doença é chamada assim porque o paciente pode ficar com o corpo todo amarelo, condição chamada de icterícia. Apesar de ser considerado um vírus perigoso, pois pode causar formas graves e morte, a maioria das pessoas não apresenta sintomas e evolui para a cura.

Risco de adoecer por febre amarela

Qualquer pessoa não vacinada que resida ou viaje para as áreas com risco de transmissão da doença possui risco de contrair a febre amarela.


Vacinação contra a febre amarela 


A forma mais eficaz de evitar a febre amarela é por meio da vacinação. A vacina é feita de vírus vivo atenuado; isso quer dizer que ele foi enfraquecido para não causar doenças em pessoas saudáveis. O vírus age estimulando o organismo a produzir a proteção e o efeito aparece cerca de 10 dias após a 1ª dose. Porém, sempre se deve tomar a dose de reforço.

Reações que podem ocorrer após a vacinação 


As reações que podem acontecer após a vacinação são raras, mas quando ocorrem, necessitam ser avaliadas pelo médico. 


  • Reações muito comuns: dor de cabeça, reações no local de aplicação como dor, vermelhidão, hematomas, inchaços, que podem ocorrer em até 2 dias depois da vacina;
  • Reações comuns: náusea, diarreia, vômito, dor muscular, febre e cansaço, que podem ocorrer após o terceiro dia da vacina; 
  • Reações incomuns (menos de 0,1% dos pacientes): problemas neurológicos, como infecção no sistema nervoso, que ocorrem de 7 a 21 dias depois da aplicação da vacina;
  • Reações raríssimas (poucos casos descritos no mundo): dor abdominal e dor nas articulações, icterícia (amarelão), falta de ar, urina escura, sangramentos, perda da função do rim, que pode ocorrer em até 10 dias após a aplicação da primeira dose de vacina




FONTE:

Consultores que participaram da elaboração/revisão desse documento: 
Dr. Alberto Chebabo, Dr. Carlos Ernesto Ferreira Starling, Dr. Edson Abdala, Dra. Helena Brígido, Dr. Jessé Reis Alves, Dr. Kleber Giovanni Luz, Dr. Leonardo Weissmann, Dra. Lessandra Michelim, Dra. Priscila Rosalba Domingos de Oliveira, Dra. Raquel Silveira Bello Stucchi, Dr. Sergio Cimerman e Dra. Tânia do Socorro Souza Chaves, com a participação dos Comitês de Arboviroses, Imunizações, Infecções em Transplantados e Medicina de Viagem, da Sociedade Brasileira de Infectologia. 


Em caso de dúvidas, entre em contato conosco pelo e-mail faleconosco@infectologia.org.br, pela nossa página no Facebook (facebook.com/SociedadeBrasileiradeInfectologia) ou procure o seu médico infectologista.
Sergio Cimerman Presidente Sociedade Brasileira de Infectologia


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