Há risco de febre amarela em Maceió - Alagoas ?

Atualização 03/04/2018
Onde a Febre Amarela se esconde em Alagoas ?
Atualização 20/03/2018

Apesar de não estar entre as regiões do país onde a vacinação contra febre amarela é recomendada pelo Ministério da Saúde do Brasil, Maceió,capital do estado de Alagoas, deve seguir em alerta para garantir que a doença não chegue à cidade.

Nova atualização : 07 de março de 2018 >>>> Febre Amarela : Alagoas tem seis casos em investigação Fonte: https://alagoasreal.blogspot.com/2018/03/febre-amarela-alagoas-tem-seis-casos-em.investigacao.html

Nova atualização : 01 de março de 2018 >>>> Febre Amarela : Alagoas notificou 6 casos,dois descartados e 4 estão sob investigação Fonte: https://alagoasreal.blogspot.com/2018/03/alagoas.febre.amarela.notifica.seis.casos.2.descartados.quatro.investigacao.html


Criadouros do Mosquito Aedes


Em 2017 , a SESAU - AL , Secretaria de Estado da Saúde de Alagoas , emitiu nota informando a presença de Febre Amarela no estado (positividade para a Febre Amarela no macaco encontrado morto em Maceió) , mas em menos de 24 horas retificou a nota técnica veiculada .



O primeiro passo para evitar a febre amarela no estado é entender como ela é transmitida e adotar as medidas corretas e necessárias. 


A ocorrência de casos humanos suspeitos e/ou confirmados, de epizootia ou a comprovação de circulação viral em vetores, são importantes para adoção das medidas de controle, portanto a notificação desses eventos deve ser imediata, pela via mais rápida.
  1. De humanos - As medidas importantes são a vigilância das enfermidades que fazem diagnóstico diferencial com a febre amarela e a vigilância sanitária de portos, aeroportos e passagens de fronteira, com a exigência do certificado internacional de vacina, com pelo menos 10 anos da última dose aplicada para viajantes procedentes de países ou área endêmica de febre amarela.
  2. De primatas não humanos - Iniciar as medidas de controle a partir da observação de um macaco morto ou doente.
  3. De vetores silvestres - A medida indicada é a captura destes mosquitos nas áreas de ocorrência de caso humano suspeito e/ou de epizootias, ou em locais de monitoramento da circulação viral, visando se proceder ao isolamento do vírus amarílico.

Febre Amarela : Macacos,epidemia,epizootia e mosquitos





Estratégias de prevenção da reurbanização da febre amarela

  1.  Induzir a manutenção de altas taxas de cobertura vacinal em áreas infestadas por A. aegypti nas áreas com recomendação de vacina no país. A lista completa e atualizada das cidades brasileiras com a recomendação para vacinação contra a febre Amarela está disponível no site do Ministério da Saúde.
  2.  Orientar o uso de proteção individual contra picadas de insetos das pessoas que vivem ou adentram áreas enzoóticas ou epizoóticas. 
  3.  Eliminar o A. aegypti em cada território ou manter os índices de infestação muito próximos de zero.
  4.  Isolar os casos suspeitos durante o período de viremia, em áreas infestadas pelo A. aegypti. 
  5.  Realizar identificação oportuna de casos para pronta intervenção da vigilância epidemiológica.
  6.  Implementar a vigilância laboratorial das enfermidades que fazem diagnóstico diferencial com febre amarela.
  7.  Implementar a vigilância sanitária de portos, aeroportos e fronteiras: recomenda-se solicitar apresentação do certificado internacional de vacinação, com menos de dez anos da ultima dose aplicada para viajantes procedentes de países ou áreas endêmicas de febre amarela.
  8. Controle vetorial : Evitar o acesso de mosquitos transmissores urbanos ou silvestres ao doente, mediante utilização de tela no seu local de permanência, pois ele pode se constituir em fonte de infecção. Adotar ações emergenciais de eliminação do Ae. aegypti, principalmente no ambiente onde os casos estão internados. Fortalecer as ações de combate vetorial nos municípios situados próximos as áreas de transmissão, visando reduzir os índices de infestação para zero. 

Febre Amarela - Yellow Fever

A febre amarela é uma doença infecciosa febril aguda, causada por um vírus, que pode levar à morte em cerca de dez a 12 dias, se não for diagnosticada rapidamente. A doença é transmitida pela picada de mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes, que vivem em matas e nas vegetações à beira dos rios onde há presença natural do vírus amarílico, ou pelo Aedes nas cidades. A única forma de evitar a febre amarela é através da vacina, que é gratuita e está disponível nos postos de saúde em qualquer época do ano. Essa vacina deve ser aplicada dez dias antes de uma viagem para qualquer área de risco de transmissão da doença

Quanto tempo leva para o aparecimento dos primeiros sinais e sintomas da Febre Amarela?

 De três a seis dias após ter sido infectada, a pessoa apresenta os sintomas iniciais.


Quais os sintomas da Doença ? 

Os sintomas iniciais da febre amarela incluem o início súbito de febre, calafrios, dor de cabeça intensa, dores nas costas, dores no corpo em geral, náuseas e vômitos, fadiga e fraqueza. A maioria das pessoas melhora após estes sintomas iniciais. No entanto, cerca de 15% apresentam um breve período de horas a um dia sem sintomas e, então, desenvolvem uma forma mais grave da doença. Em casos graves, a pessoa pode desenvolver febre alta, icterícia (coloração amarelada da pele e do branco dos olhos), hemorragia (especialmente a partir do trato gastrointestinal) e, eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos. Cerca de 20-50% das pessoas que desenvolvem doença grave podem morrer.



A Febre Amarela é transmitida principalmente por 3 tipos de mosquitos : Sabethes,Haemagogus e Aedes.


Nas cidades, o transmissor da doença é o Aedes aegypti, o mesmo mosquito que transmite a dengue,zika e chikungunya. Já nas matas, os transmissores da febre amarela são os mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes. É importante ressaltar que na febre amarela urbana o homem é o único hospedeiro vertebrado com importância epidemiológica, enquanto que na febre amarela silvestre os macacos são os principais hospedeiros vertebrados do vírus amarílico. Neste caso, o homem é apenas um hospedeiro acidental. Em ambas as situações, os reservatórios do vírus são os mosquitos.

"Mas o pior cenário é aquele em que ocorre a urbanização da febre amarela, quando o vetor transmite nas cidades o vírus de pessoa a pessoa com grande velocidade, efetividade e alta letalidade. Nesse caso, seria necessário vacinar milhões de pessoas em pouco tempo, com risco de muitos efeitos adversos e possibilidade de crise social. Mas é melhor nem pensar por enquanto nesse cenário caótico, principalmente quando vemos os serviços públicos sendo sistematicamente depreciados e desconstruídos." Pesquisador Paulo Chagastelles Sabroza, da Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca




Algumas causas da manutenção e progressão do surto epidêmico e  medidas para conter o avanço da febre amarela ( Principalmente no período das festas Carnavalescas )

  1. O alto índice de infestação do aedes nas cidades em áreas urbanas
  2. A distribuição do Aedes Aegypti em todo o Brasil
  3. Falta de conscientização da população com a manutenção dos criadouros de mosquitos
  4. Urge aplicar o que preconiza o artigo 132 do Código Penal que prevê pena de até um ano de prisão para quem “expor a vida ou a saúde de outrem a perigo direto iminente” .
  5. Precariedade do sistema de saneamento básico ,coleta de lixo etc
  6. Movimentos da população que se produzem dentro do próprio país durante e após o carnaval
  7. Falta de vacinação
  8. Pessoas que não se vacinaram devido as contraindicações 
  9. Período inferior há 10 dias para o início da proteção
  10. O Estado cumprir fielmente o Artigo 196 da Constituição Federal de 1988 : A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação.


"Existe o risco de transmissão urbana da febre amarela, pois a incidência silvestre da doença tem se expandido para regiões onde existe alta infestação do Aedes aegypti, mosquito transmissor do ciclo urbano da doença."

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